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Adoçante dietético: quais os tipos e como usar

adoçante dietético

Adoçante dietético é um tipo de adoçante que não contém sacarose, frutose ou glicose na sua composição. O adoçante dietético é indicado para pessoas que têm restrição ao consumo de açúcar, como os diabéticos, ou que querem diminuir o consumo de açúcar para emagrecer, por exemplo.

Os adoçantes dietéticos podem ser naturais ou artificiais, nutritivos (fornecem calorias) ou não nutritivos (não fornecem calorias), e têm diferentes poderes adoçantes. Alguns exemplos de adoçantes dietéticos são xilitol, eritritol, adoçante stevia e sucralose. Aprofundaremos tudo isso mais abaixo!

O adoçante dietético pode ser usado para adoçar bebidas, receitas ou alimentos prontos. O uso de adoçante dietético deve ser moderado, pois o uso excessivo pode acarretar efeitos colaterais.

Nesse artigo vamos ver mais detalhes sobre adoçante dietético, quais os tipos de adoçante dietético, quais as vantagens e desvantagens de vários adoçantes dietéticos e como usar adoçante dietético. Vamos, também, discorrer sobre o adoçante dietético em pó e sobre um tema muito procurado na internet: adoçante dietético para que serve. Confira e boa leitura!

Adoçante dietético em pó substitui o açúcar e tem quase zero calorias

adoçante dietético

O adoçante dietético em pó é um produto que substitui o açúcar comum nas receitas e bebidas, sem adicionar muitas calorias ou afetar os níveis de glicose no sangue. O adoçante dietético em pó pode ser usado em proporções iguais ou diferentes do açúcar, dependendo do seu poder adoçante. O adoçante stevia em pó, por exemplo, tem poder adoçante 300 vezes maior que o do açúcar, por esse motivo, é usado em quantidades mínimas.

Alguns adoçantes dietéticos em pó também têm benefícios para a saúde, como prevenir cáries, fornecer fibras e antioxidantes. Em que pesem todas essas vantagens, é importante ter em mente que o adoçante dietético deve ser consumido sem exageros para evitar efeitos colaterais.

Adoçante dietético para que serve

Como já mencionado, o adoçante dietético é um substituto do açúcar. Para detalharmos ainda melhor o item “adoçante dietético para que serve” vale conferir o que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz a respeito: “os adoçantes são produtos especificamente formulados para conferir sabor doce a alimentos e bebidas. Os adoçantes dietéticos também conferem doçura, mas sem possuir sacarose na composição, uma vez que são elaborados para atender às necessidades de pessoas com restrição a carboidratos simples (diabéticos)”.

Os adoçantes dietéticos são constituídos por edulcorantes e agentes de corpo. Os edulcorantes são as substâncias químicas responsáveis pelo sabor adocicado e normalmente possuem um poder adoçante muito superior ao da sacarose. É necessária, portanto, uma quantidade menor para obter a mesma doçura. Ainda há a vantagem de ter menos ou nenhuma caloria.

Os edulcorantes são divididos em:

Adoçante dietético

1) Naturais (extraídos de vegetais e frutas)
– esteviosídeo (Stevia)
– sorbitol
– manitol
– sucralose

2) Artificiais (produzidos em laboratório)
– sacarina
– aspartame
– ciclamato
– acesulfame-K

Os adoçantes cuja matéria-prima são edulcorantes, em geral não são absorvidos pelo organismo, ou contêm valor calórico muito reduzido e por isso fazem parte de dietas de redução de peso. Podem ser classificados em nutritivos (fornecem calorias) ou não nutritivos (não fornecem calorias).

Vamos conferir alguns tipos:

Adoçantes dietéticos naturais:

Esteviosídeo (stevia)

  • edulcorante natural extraído da planta Stevia rebaudiamv.
  • poder edulcorante relativo: 180.
  • adoçante nutritivo.
  • estável sob altas temperaturas e em meio ácido.
  • usado como adoçante de mesa, gomas de mascar, balas, bombons, bebidas, gelatinas, pudins, sorvetes, bolos, iogurtes, enfim, por poder ser aquecido, você pode adoçar literalmente tudo com Stevia.
  • se a planta é de excelente qualidade e os processos de extração são artesanais, o adoçante stevia não deixa sabor residual

Sorbitol

  • pertence à categoria dos polialcoóis (forma alcoólica da sacarose).
  • presente em várias frutas.
  • poder edulcorante relativo: 60.
  • adoçante nutritivo: valor calórico equivalente ao da sacarose.
  • associado à frutose.
  • usado como geleias, gomas de mascar, balas e panetones.

Manitol

  • pertence à categoria dos polialcoóis (forma alcoólica da manose).
  • presente em várias frutas.
  • poder edulcorante relativo: 50.
  • adoçante nutritivo: valor calórico equivalente ao da sacarose.
  • usado como gomas de mascar e balas.

Sucralose

  • origem: molécula modificada da sacarose.
  • poder edulcorante relativo: 600.
  • adoçante não nutritivo.
  • não deixa sabor residual.
  • estável sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas à cocção.
  • usado como adoçante de mesa e em preparações.

Adoçantes dietéticos artificiais

Sacarina

  • substância derivada do petróleo.
  • poder edulcorante relativo: 300.
  • sabor residual amargo em concentrações altas.
  • redução de sabor residual pela mistura de sacarina e ciclamato.
  • adoçante não nutritivo.
  • submetida ao calor, não perde suas propriedades.

Ciclamato

  • substância derivada do petróleo.
  • poder edulcorante: 30.
  • sabor agridoce.
  • proibida a comercialização nos EUA (estudos indicam que a hidrólise do ciclamato, no trato digestivo, pode produzir uma substância carcinogênica).
  • adoçante não nutritivo.
  • estável sob altas temperaturas, sendo utilizado em preparações destinadas à cocção.
  • longa validade e bastante solúvel em água.
  • usado como adoçante de mesa, gomas de mascar, bebidas, congelados, refrigerantes, geleias e sorvetes.

Aspartame

  • origem: combinação dos AA à fenilalanina e ácido aspártico.
  • poder edulcorante: 180.
  • sem sabor residual amargo.
  • acentuado aroma de sabor de frutas ácidas.
  • adoçante nutritivo (fornece calorias): 4 kcal/g.
  • instável sob altas temperaturas, sendo inadequado em preparações destinadas à cocção.
  • usado como adoçante de mesa, misturas, pós, gomas de mascar, balas, sobremesas, bebidas, congelados, refrigerantes, coberturas, xaropes e produtos lácteos.

Confira nesse vídeo mais detalhes sobre as diferenças entre adoçante dietético natural e adoçante dietético artificial.

+LEIA MAIS: Anvisa delibera sobre enquadramento de adoçantes dietéticos e de mesa 

Adoçantes dietéticos: vantagens e desvantagens

Os adoçantes naturais são aqueles extraídos de plantas ou de alimentos de origem animal, como a frutose, o sorbitol, o xilitol, o eritritol e a estévia. Eles costumam ter benefícios para a saúde, como prevenir cáries, fornecer fibras e antioxidantes, regular a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue. Dentre eles, a Stevia costuma ser a mais indicada por especialistas, pois não possui efeitos colaterais (como inchaço, diarreia, e outros). 

Os adoçantes artificiais são aqueles obtidos de produtos naturais ou não, através de reações químicas e processos industriais, como o aspartame, a sacarina, o ciclamato, o acessulfame-K e a sucralose. Eles têm um poder adoçante muito maior do que o açúcar, e por isso são usados em pequenas quantidades. Eles são indicados para diabéticos, pois não elevam a glicose no sangue. No entanto, eles também podem ter efeitos negativos para a saúde, como causar dor de cabeça, enxaqueca, ansiedade, depressão, alterações no paladar, no apetite e na flora intestinal. 

O ideal é consultar um profissional de saúde para orientar a escolha e o consumo adequado de adoçantes dietéticos, e sempre verificar os rótulos dos produtos para saber quais são os ingredientes e as quantidades utilizadas. 

+LEIA MAIS: Xilitol ou Stevia – Qual é Melhor?

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